TERÇO DE SAINT GERMAIN

O Simbolismo do Rosário (ou do Terço).

(baseando-se em citações de René Guénon)

O conjunto da manifestação universal comporta uma quantidade indefinida de ciclos. Cada estado de existência pode ser representado por uma esfera atravessada diametralmente por um fio, que se constitui no eixo que une os dois pólos opostos de tal esfera. Observa-se, assim, que o eixo deste mundo não é senão um segmento do eixo da manifestação universal inteira, e – desse modo – se constitui como continuidade efetiva de todos os mundos incluídos na manifestação.

A cadeia de mundos é representada geralmente em forma circular, pois se cada mundo é considerado como um ciclo e é simbolizado, como tal, por uma figura circular ou esférica, a manifestação inteira, que é o conjunto de todos os mundos, aparece de certo modo, por sua vez, como um “ciclo de ciclos”. Assim, a cadeia não só poderá ser percorrida de um modo contínuo desde sua origem até o seu fim (num círculo), como também – no desdobramento da manifestação – corresponder a outro nível.

Em quase todas as grandes tradições monoteístas o símbolo mais usual da cadeia de mundos é o “rosário”. O elemento essencial do símbolo é o fio que une as contas, pois não pode haver rosário se não existe primeiro esse fio no qual as contas vêm, depois, a ser encaixadas. É necessário, no entanto, chamar a atenção sobre isso, dado que, do ponto de vista externo, se vêem mais as contas que o fio, o que é muito significativo, já que as contas representam a manifestação sensível, enquanto o fio simboliza o Espírito puro universal, identificado com Deus, em todos seus Nomes.

Conforme nos ensina Ramatis, o espírito do homem é a Centelha Divina, síntese de todas as faculdades criadoras. Podemos exemplificar essa Centelha como uma linha, ligada a um dos Sete Raios, onde cada Raio é reflexo direto da própria Divindade. As vidas terrenas de um Ser são como argolas (círculos) que vão se alinhando nessa linha, formando um imenso rosário.

Rosário, Roda de Orações, Tasbih ou Japamala, a ideia que lhe está subjacente é sempre a mesma: recitação repetida de uma ou mais orações segundo um determinado padrão numérico que varia segundo as tradições, e pode, inclusive, modificar-se em função de certas aplicações especiais. O uso deste objeto de devoção é muito antigo, sendo uma de suas metas auxiliar a memória quanto ao número de orações a recitar.

foto-1

O Terço de Saint Germain, por Teresa Batista

Num determinado momento de sintonização, senti a Inspiração de formatar o Terço de Saint Germain, com o objetivo de estabelecer um elo mais estreito com o Mestre, no Serviço à vida.

A recitação do Terço é como um diálogo ou uma explanação ao Mestre sobre o que acontece neste momento de nossa evolução.

Em nossa Fé na Vitória da Luz (antevendo um planeta livre de adversidades), afirmamos a Ele (nas contas intermediárias) que, através da escolha dos trabalhadores da Luz em servir à Chama da Liberdade, o Fogo Violeta agora assume o comando da Terra, cumprindo alegremente o desejo de Saint Germain pela Libertação da humanidade de todos os grilhões que a impedia de expressar seu Verdadeiro Ser: a Presença AYAM (EU SOU) encarnada.

No “corpo” do Terço, a recitação do Mantra do Homem Livre por 12 vezes (fazendo comunhão com os 12 Raios) em 7 ciclos (acessando a Precipitação dos 7 Raios) objetiva o esforço de cada recitador em tornar-se a Presença do Fogo Violeta na Terra e seu desejo ardente em atender ao anseio do Mestre, de purificar-nos e tornar-nos capazes de ser EU SOU.

Esta capacidade de ser EU SOU torna-se tão real em nosso Ser, que afirmamos categoricamente (no início e no final) que “Há um Poder maior em ação aqui (no coração), que é Deus”, bem como “Há um poder maior em ação aqui (neste local em que me encontro), que é Deus”.

Nosso amor pelo Mestre e Sua Chama emerge, no final do Terço, em tão sublime, presente e grata forma, que fazemos a Ele nossa Declaração de Amor: “Eu Vos amo Saint Germain, eu amo Vossa Chama Violeta, eu amo Vosso Sagrado Nome, Amado Saint Germain”.

 

Quando recitamos o Terço estamos criando um “momentum” de purificação.

Podemos colocar uma intenção para a sua recitação.

Quando recitamos o Terço criamos um momento de intimidade e gratidão com o Saint Germain, estamos também reconhecendo e honrando Sua Missão, que abraçamos.

Quando recitamos o Terço nos rendemos à Luz de nossa Própria Divindade.

É com muito amor que ofereço à vida essa Inspiração.

(Teresa Batista)